O escritor americano Stephen King é um
dos mais ativos romancistas da atualidade. Recluso em sua mansão no
estado do Maine manteve uma produção invejável, já tendo lançado mais de
sessenta livros. Sua obra já abarcou coisas tão díspares entre si como
zumbis, casas mal-assombradas, paranormais, o bicho-papão e os monstros
clássicos mais amados de todos os tempos, os vampiros. Seu segundo
romance, A Hora do Vampiro, representa estes anjos da escuridão da forma
como ela foi consagrada por Bram Stoker tanto tempo atrás. Maus, mas
extremamente sensuais e poderosos com a morte estampada em seus olhos
rubros como sangue. Nada de vampiro vegetariano aqui. Eles são os que
caminham com o odor fétido e pútrido das sepulturas e nunca conseguem
saciar sua sede.
Mas A Hora do Vampiro não é só vampiros.
Talvez nem merecesse estar aqui se fosse. Com estas criaturas King
brinca com nossos medos mais secretos, resquícios da infância que jazem
esquecidos no canto mais obscuro do cérebro. Medo do se que esconde por
baixo dos cruéis véus da noite. Do monstro embaixo da cama ou dentro do
armário, à espreita. De perder os pais. Todos esses medos voltam. Um a
um.
E ao mesmo tempo há a tentação. Por que
não se tornar logo um deles? Não são fortes e belos? Não são poderosos?
Não são os que escarneceram da Morte vivendo os séculos como as horas
que passamos lendo um livro?
Isso tudo é apenas a cobertura do bolo
de A Hora do Vampiro. Dentro dele se encontra muito mais. Coisas que não
devem ser reveladas aqui, mas que te farão pensar duas vezes antes de
convidar alguém para entrar em sua casa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário